É possível identificar facilmente a importância que é dada pela produção dos comerciais no que diz respeito à aparência estética dos seus atores, que são sempre muito bem apessoados, vestindo ou despindo roupas da última moda e sempre com seus corpos exuberantes em absoluto destaque. Um padrão estético de beleza foi criado e estabelecido ao longo dos tempos, através da sucessão de enfoques corporais.
Utilizando de modernos equipamentos tecnológicos e de caríssimos softwares de tratamento de foto e vídeo, além é claro, de hábeis maquiadores e estilistas, os diretores dos anúncios conseguem supervalorizar o corpo humano.
A camada da sociedade que assiste aos comerciais, passa então a desejar possuir corpos tão belos quanto os que são mostrados na tela, para que não sejam de forma alguma comparados na sociedade e consequentemente discriminados em algum nível de entendimento, pois a sociedade passa a valorizar mais aquilo que lhes é mostrado de forma artificial, ao contrário do que muito se vê naturalmente nas ruas.
Há ainda os comerciais do tipo: antes e depois ou como podemos ver através do polêmico comercial americano criado para a DOVE envolvendo corpos nus de pessoas mais velhas, dizendo que não é um comercial "anti-idade, mas a favor dela, incentivando ainda mais temor pelas pessoas de idade avançada que não possuem tão belos corpos.
A frase inicial diz algo como: "Muito velha para fazer parte de um comercial anti-envelhecimento". Encerra-se surpreendendo: "Mas este não é um comercial anti-envelhecimento. É a favor da idade."
Apesar da frase ter sido associada às modelos do comercial, a mulher tele-espectadora poderá se sentir acuada, ignorando que no anúncio são mostradas apenas modelos ou exceções de mulheres mais velhas com corpos joviais ou no mínimo bem conservados e então ter vontade de ir às lojas no intuito de reverter o suposto problema corporal.
É claro que isto ocorre de uma maneira bem branda e esta é uma crítica mais "pesada", caso contrário não haveria nu na publicidade e muito menos o convencimento acertado do consumidor por parte dos anunciantes. Anunciar é importante evidentemente por diversos fatores, como o fluxo de capital mundo afora, principalmente em nossa Economia, etc etc etc.
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domingo, 14 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
A Propaganda e os valores humanos
Estamos enfrentando uma guerra visual entre o pudor e o promíscuo. O valor do nu artístico já não é tão válido na Publicidade brasileira.
As propagandas tem sido apelativas, explorando a imagem de corpos nus ou semi nus. Para quê existe a necessidade de colocar dois corpos sob um lençol, sugerindo uma cena de sexo entre determinado casal para evidenciar tal marca?
Por quê não colocar uma foto tri-dimensional da fibra utilizada na constituição desse lençol ou algo que demonstre a característica verdadeira do produto, tal como tecnologia, durabilidade, entre outros?
Existe um estímulo sensorial exacerbado nas propagandas. Tomando como exemplo diversas campanhas realizadas na Ásia, especificamente na Índia, onde existe um mito de ser este país extremamente conservador e machista, onde nós os ocidentais acreditamos que a mulher não é valorizada e respeitada, prova-se que isto é um grande equívoco. Simplesmente pelo fato da imagem do corpo feminino não ser explorada como no ocidente, principalmente no Brasil, onde vivemos uma espécie de carnaval 365 dias ao ano.
Na india, o corpo feminino merece valor e respeito. As crianças indianas são tratadas como crianças. Aqui no Brasil, as crianças são desde cedo atacadas por um bombardeio de informações e de exigêncais completamente descabidas às suas faixas etárias.
As meninas brasileiras devem se vestir como mulheres maduras e os produtos para estas meninas são oferecidos muitas vezes por adultos. A Sandalinha da Eliane por exemplo, é vendida por ela prórpia, mulher feita, casada e não por crianças. Isto não estimula o lado infantil, lúdico e é possível que cause uma série de problemas ortopédicos (crianças não devem usar salto).
David Olgivy, um dos maiores Publicitários do mundo disse em seu livro "Confissões de um Publicitário" que um profissional da área jamais deve anunciar um produto ou serviço que não gosta ou acredita de coração.
Onde está a ética por parte dos fabricantes e por parte da empresas publicitárias
que oferecem produtos desapropriados e ou desapropriadamente ao público alvo?
Deixando de lado os produtos, que não são o cerne da questão, fica aqui para discussão este contraste cultural entre América Latina tão caliente e o mundo asiático, sempre mais conservador e espiritualista.
As propagandas tem sido apelativas, explorando a imagem de corpos nus ou semi nus. Para quê existe a necessidade de colocar dois corpos sob um lençol, sugerindo uma cena de sexo entre determinado casal para evidenciar tal marca?
Por quê não colocar uma foto tri-dimensional da fibra utilizada na constituição desse lençol ou algo que demonstre a característica verdadeira do produto, tal como tecnologia, durabilidade, entre outros?
Existe um estímulo sensorial exacerbado nas propagandas. Tomando como exemplo diversas campanhas realizadas na Ásia, especificamente na Índia, onde existe um mito de ser este país extremamente conservador e machista, onde nós os ocidentais acreditamos que a mulher não é valorizada e respeitada, prova-se que isto é um grande equívoco. Simplesmente pelo fato da imagem do corpo feminino não ser explorada como no ocidente, principalmente no Brasil, onde vivemos uma espécie de carnaval 365 dias ao ano.
Na india, o corpo feminino merece valor e respeito. As crianças indianas são tratadas como crianças. Aqui no Brasil, as crianças são desde cedo atacadas por um bombardeio de informações e de exigêncais completamente descabidas às suas faixas etárias.
As meninas brasileiras devem se vestir como mulheres maduras e os produtos para estas meninas são oferecidos muitas vezes por adultos. A Sandalinha da Eliane por exemplo, é vendida por ela prórpia, mulher feita, casada e não por crianças. Isto não estimula o lado infantil, lúdico e é possível que cause uma série de problemas ortopédicos (crianças não devem usar salto).
David Olgivy, um dos maiores Publicitários do mundo disse em seu livro "Confissões de um Publicitário" que um profissional da área jamais deve anunciar um produto ou serviço que não gosta ou acredita de coração.
Onde está a ética por parte dos fabricantes e por parte da empresas publicitárias
que oferecem produtos desapropriados e ou desapropriadamente ao público alvo?
Deixando de lado os produtos, que não são o cerne da questão, fica aqui para discussão este contraste cultural entre América Latina tão caliente e o mundo asiático, sempre mais conservador e espiritualista.
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